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Esta página contém informações úteis
sobre como prestar primeiros socorros em vários casos de acidentes.
Abaixo um índice para facilitar a procura:
1. Respiração
Artificial
2. Afogamento
3. Asfixia
4. Convulsão
5. Ferimentos
6. Fraturas
7. Parada
Cardíaca
8. Perda
de consciência (desmaios)
9. Parto
súbito
10. Queimaduras
1.
RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL
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Em muitos dos casos de primeiros
socorros é de vital importância a respiração artificial. Como
fazê-la:
a) Para adultos:
Deite imediatamente
a vítima de costas, com os braços estendidos ao longo do corpo;
Afrouxe as suas roupas, deixando livres pescoço, tórax e abdômen;
Desobstrua as vias aéreas superiores (boca e garganta),
retirando corpos estranhos e secreções e puxando a língua;
Incline a cabeça da vítima para trás, suspendendo-a com
uma das mãos na nuca e a outra na testa (muitas vezes esta
manobra é suficiente para restabelecer a respiração, pois
deixa livre a passagem do ar para os pulmões).
Aperte as narinas com os dedos indicador e o polegar da
mão que estiver na testa para evitar a fuga de ar pelo nariz,
quando da respiração artificial;
Cubra a boca da vítima com a sua própria boca, de forma
a não deixar escapar o ar;
Faça uma inspiração profunda e sopre na boca até o peito
da vítima se expandir. A seguir, solte o nariz e afaste sua
boca da boca da vítima para permitir que o ar saia de seus
pulmões;
Repita o movimento 15 vezes por minuto;
Comprima o estômago da vítima entre uma e outra insuflação,
para eliminar o ar que penetrou dentro do estômago;
Se necessário, troque de socorrista, sem interromper o ritmo
respiratório;
Procure socorro médico, mesmo com a vítima recuperada.
b) Para crianças:
Desobstrua a garganta
da mucosidade, comida, etc., virando a criança de cabeça para
baixo, segurando-a pelos tornozelos e aplicando palmadas vigorosas
nas plantas de seus pés (não gaste nisso mais do que alguns
segundos);
Deite a criança de costas, incline a cabeça da vítima para
trás, suspendendo-as com uma das mãos, pela nuca, para afastar
a língua da entrada das vias respiratórias;
Coloque sua boca firmemente sobre a boca e o nariz da criança,
para evitar a fuga de ar quando da respiração artificial;
Sopre cuidadosamente, com pressão suave, até o peito da
criança elevar-se;
Aplique a pressão suave e contínua sobre o
abdômen, para
evitar que o estômago se encha de ar:
Deixe a criança expirar livremente;
Repita o processo 20 vezes por minuto;
Procure socorro médico, mesmo com a criança recuperada.
2. AFOGAMENTO
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O que fazer
:
a)
Retire a água dos pulmões da
pessoa acidentada da seguinte forma:
Deite-a de bruços, com a cabeça virada para um dos lados,
com os braços dobrados, de maneira que as mãos fiquem uma
sobre a outra, sob o rosto;
Levante e abaixe seus braços por várias vezes;
Faça pressão com as mãos sobre as costa, na altura dos pulmões;
Repita esses movimentos até que saia toda a água dos pulmões.
b)
Após a retirada da água dos pulmões, se a pessoa não estiver
respirando, comece a respiração boca a boca
3. ASFIXIA
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O que fazer
:
a) Por gases venenosos, vapores
químicos ou falta de oxigênio
Coloque a pessoa num local bem arejado
Aplique a respiração artificial boca a boca
b) Por soterramento
Descubra a cabeça da vítima e limpe bem, desobstruindo seu
nariz e sua boca;
Inicie, imediatamente, a respiração artificial.
c) Por envenenamento por
medicamentos, sedativos ou produtos químicos
Aplique, imediatamente, a respiração boca a boca
d) Por estrangulamento
Liberte a vítima da causa do estrangulamento.
Aplique, imediatamente, a respiração boca a boca.
e) Por choque elétrico
Não toque na pessoa
até que ela esteja separada da corrente elétrica!
Desligue a chave geral, se houver
ou desligue o fio da tomada;
Retire a pessoa usando corda seca ou pano de algodão seco
para afastá-la do fio;
Inicie a respiração artificial boca a boca, logo que ela
estiver livre da corrente elétrica
OBS: Em qualquer
desses casos de asfixia, após a reanimação da vítima, encaminhe-a
imediatamente para atendimento médico ou ao hospital mais
próximo!
4. CONVULSÃO
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É uma contratura involuntária
da musculatura, provocando movimentos desordenados e, em geral,
acompanhada de perda de consciência.
O que fazer
:
a) Convulsões em
adultos ou crianças -
sem febre
Desaperte toda a roupa da vítima;
Deixe-a longe de objetos que possam feri-la;
Proteja sua língua colocando algo entre os dentes como pedaços
de pano ou de borracha;
Deixe-a debater-se, não a segure forte, cuidando para que
a cabeça não sofra nenhum traumatismo pois dentro de alguns
minutos, tudo cessará.
Procure socorro médico.
b) Convulsões
em crianças - com
febre
Retire as roupas da criança e mergulhe-a em água fria;
Deixe-a dentro da água até que a temperatura baixe, ficando
próxima do normal, molhando também a cabeça;
Envolva-a em uma toalha e procure socorro médico.
c) Convulsões
em epiléticos
O QUE NÃO DEVE SER
FEITO!
Tentar reanimá-lo
durante o ataque
Dar-lhe algo para beber
CONSELHOS
Não tome banho
de mar sozinho;
Não dirija veículos;
Não ande na beira de precipícios ou locais muito altos que
ofereçam risco de queda;
Evite ter, em seus quartos, jarras, objetos quebráveis ou
móveis pontiagudos;
Durma em cama bem baixa.
5. FERIMENTOS
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O que fazer:
a)
Leves ou superficiais
Lave bem as mãos com água e sabão, se possível esfregue-as
com escova;
Se o ferimento sangrar em
demasia, deve-se estancar a hemorragia,
antes mesmo de lavar as mãos, evitando perigo de vida da vítima
por sangramento.
Limpe o ferimento com água
previamente fervida e sabão,
tantas vezes quanto for necessário para uma boa limpeza da
lesão.
Aplique uma solução anti-séptica como mercurocromo, iodo,
merthiolate ou álcool iodado.
Cubra o ferimento com gaze esterilizada ou com um pano limpo.
Procure um médico.
b)
Externos
e profundos
* Estes tipos de
ferimentos requerem pronta atenção médica:
Ferimentos com
bordas que não se juntam corretamente;
Ferimentos em que há presença de corpos estranhos;
Quando a pele, músculos, nervos ou tendões estão dilacerados;
Quando há suspeita de penetração profunda de objeto como
bala, faca, prego, etc.;
Quando a região próxima ao ferimento não tem aparência ou
funcionamentos normais.
Quando
houver evisceração, isto é, saída de vísceras pela ferida:
O que fazer:
Manter no lugar,
com o maior cuidado, os órgãos expostos;
Cubra com pano ou compressa úmida e aquecida;
Prenda o pano ou compressa no lugar, com uma atadura;
Leve a vítima, o mais rápido possível, para o pronto socorro
6. FRATURAS
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O que fazer:
a)
Fechadas
Coloque o membro acidentado em posição natural tanto quanto
possível, sem desconforto para a vítima;
Prepare talas para sustentação do membro atingido com papelão,
madeira, jornais dobrados, etc. de comprimento suficiente para
ultrapassar as juntas acima e abaixo da fratura:
Use panos, algodão em rama ou outro material macio para
acolchoar as talas;
Amarre as talas com ataduras, lenços ou gravatas, não muito
apertados em, no mínimo, quatro pontos, dois abaixo e dois
acima da fratura;
No caso de fratura na perna, outro recurso consiste em amarrar
a perna quebrada na outra perna, desde que esta esteja sã,
tendo o cuidado, primeiramente, de colocar entre ambas um
lençol ou manta dobrada;
No caso de fratura no braço, pode-se fazer no tórax o elemento
de imobilização: fixe o membro fraturado no tórax;
Não movimente a vítima sem antes imobilizar o membro fraturado;
Recorra a socorros médicos após estes procedimentos.
b)- Expostas
Faça curativo protetor sobre o ferimento, usando gaze, lenço
ou pano limpo, fixando-o firmemente com tira de pano, gravata,
cinto, etc;
Mantenha a vítima deitada e o
mais confortável possível;
Imobilize a região fraturada, como se fosse uma fratura
fechada;
Procure socorro médico.
* Não tente reduzir
a fratura (Não colocar o osso no lugar)!
Deixe os dedos
de fora quando imobilizar pernas ou braços para observar as
condições dos mesmos;
Se as extremidades do membro fraturado se apresentam frias
ou arroxeadas, afrouxe imediatamente a bandagem.
7. PARADA
CARDÍACA
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Toda vez que houver parada
cardíaca, concomitantemente haverá o desaparecimento dos movimentos
respiratórios. Se o pulmão pára, segundos depois o coração
pára também.
SINTOMAS:
Ausência de batimentos
cardíacos (encoste o ouvido na região anterior do tórax)
Ausência de pulso (procure na artéria carótida, no pescoço)
Dilatação da pupila (menina do olho dilatada)
Parada respiratória - Extremidades roxas - Inconsciência.
O que fazer:
Faça massagem
cardíaca externa;
Faça respiração boca a boca o mais rápido possível;
Coloque a vítima deitada de costas sobre o solo ou em outra
superfície rígida (Nunca sobre colchão ou sofá de molas ou
espuma);
Coloque as mãos sobrepostas na parte inferior do esterno
(apenas as palmas das mãos, que ficam próximo do punho);
A seguir, faça pressão com bastante vigor, para que se abaixe
o esterno, comprimindo o coração de encontro à coluna vertebral;
Repita a manobra 60 vezes por minuto, ritmadamente e com
a mesma compressão;
Combine sempre os movimentos com a respiração artificial;
Procure socorro médico o mais rápido possível, continuando
a aplicar o método, mesmo durante o transporte da vítima.
CUIDADOS:
Sempre que combinar
a respiração artificial com massagem cardíaca, somente sopre
ar para os pulmões quando a mão do massageador suspender a
pressão do tórax;
Em adolescentes, faça pressão com apenas uma das mãos, com
cuidado;
Em crianças ou bebês, use apenas os dedos médios e indicados
a fim de que não ocorram fraturas ósseas no esterno ou nas
costelas;
Havendo revezamento de socorristas, não se deve alterar
o ritmo;
8. PERDA DE
CONSCIÊNCIA (DESMAIO, VERTIGEM)
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A perda de consciência pode
ser provocada por desmaio, afogamento, asfixia por estrangulamento,
envenenamento por medicamentos sedativos ou por produtos químicos,
aspiração de gases venenosos e vapores químicos e por choques
elétricos.
Desmaio é a perda repentina da consciência, em conseqüência
de várias situações, inclusive de origem nervosa.
SINAIS E
SINTOMAS DE DESMAIO:
Suor intenso e
frio, náuseas, vômitos, escurecimento da vista, palidez intensa,
mãos e pés frios e amolecimento das pernas.
O que fazer:
Afrouxe toda a
roupa da vítima, cintos e colarinhos e retire os sapatos;
Deite a pessoa de barriga para cima, com a cabeça baixa,
sem travesseiro, em lugar ventilado.
Não podendo deitá-la, sente a pessoa e baixe a sua cabeça
até a altura dos joelhos, que deverão ficar afastados. A seguir,
faça pressão para baixo sobre a nuca e peá a pessoa que force
para levantar a cabeça.
9. PARTO SÚBITO
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O parto é um ato natural.
Chame um médico ou providencie transporte para um hospital.
Existem, todavia, alguns pontos que devem ser lembrados, caso
uma pessoa se encontre diante da emergência de um parto e
tenha de prestar auxílio à parturiente por falta de recursos
médicos próximos ou de condições para transportá-la a um hospital.
O que fazer:
Deixe a natureza
agir. Seja paciente. Espere até que a criança nasça;
Lave bem as mãos. Conserve tudo limpo em torno da parturiente;
Durante o parto, apenas ampare o corpinho da criança que
nasce;
Após o nascimento, proteja a criança, evitando contato com
locais sujos ou chão frio e úmido;
Cubra o recém nascido, mantendo-o aquecido;
Caso o bebê não esteja respirando, limpe rapidamente sua
boca e seu nariz. Coloque-o de cabeça para baixo, o que facilitará
a saída de secreções. Se não respirar, aplique a respiração
boca a boca, agindo com delicadeza e cuidado.
Ferva uma tesoura ou limpe-a com álcool. Faça o mesmo com
um barbante ou linha grossa;
Amarre o barbante ou a linha grossa em volta do cordão umbilical,
cerca de 5 cm. do bebê( mais ou menos quatro dedos), para
interromper a circulação sangüínea no cordão. A seguir, amarre
outro barbante em volta do cordão umbilical a cerca de 10
cm. do bebê. Entre os dois nós deve haver uma distância de
aproximadamente 5 cm;
Corte o cordão umbilical entre dos dois nós, usando a tesoura
limpa;
Mantenha mãe e filho bem agasalhados;
Segure a criança apenas o necessário e com muito cuidado;
ATENÇÃO !
Não interfira
no processo de parto;
Não lave a película, de cor esbranquiçada que cobre o corpo
do recém nascido. Ela protege a pele do bebê;
Nenhuma medida deverá ser tomada com relação aos olhos,
ouvidos nariz e boca do bebê. Deixe isto por conta do médico,
da parteira ou da enfermeira.
10.QUEIMADURAS
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Causas mais comuns de queimaduras:
Líquidos ferventes como água, melado ou leite;
Agentes químicos, como soda cáustica, cal, ácidos e creolina;
Fogo, em chama ou em brasa;
Eletricidade;
Excesso de raios solares.
O que fazer:
a). Queimaduras
de 1o.grau (Não formam bolhas)
Coloque a parte queimada em água fria ou gelada, imediatamente!
Dê um remédio contra dor;
Se a parte queimada não puder ser mergulhada em água, aplique
panos molhados em água fria ou gelada, até parar a dor.
b). Queimaduras
de 2o. grau (Formam bolhas)
* Não fure as bolhas,
mas se estas se romperem, faça o seguinte;
Lave o local queimado
com cuidado, usando água limpa, fervida e fria;
Passe vaselina esterilizada sobre a parte queimada e cubra-a
com gaze ou pano limpo;
* Se a área
queimada for grande, faça o seguinte:
Dê bastante líquido
à pessoa com queimadura;
Alivie a dor com comprimido analgésico conhecido;
Encaminhe imediatamente a vítima ao médico ou hospital mais
próximo.
c). Queimaduras
de 3o. grau (Destrói a pele, expõe a carne e, às vezes, os
ossos)
Se a roupa da pessoa pegar fogo, utilize um cobertor ou
qualquer pano grosso para abafar as chamas;
Deite a vítima com a cabeça baixa e as pernas elevadas,
se possível;
Retire com cuidado os restos das roupas queimadas (se estiverem
presas à queimadura, NÃO
TENTE RETIRÁ-LAS,
mas recorte ao redor.)
Lave a queimadura com cuidado, usando água limpa, fervida
e fria e sabão;
Passe vaselina sobre a parte queimada e cubra-a com gaze
ou pano limpo;
Dê, se possível, medicação contra a dor, que seja de seu
conhecimento;
Dê bastante líquido (chá, água, café, suco de frutas), pela
boca, se a vítima estiver consciente;
Encaminhe-a imediatamente ao médico ou ao hospital mais
próximo.
ATENÇÃO :
A cura rápida
e sem complicações da queimadura, assim como a infecção, está
na dependência de um bom primeiro atendimento! Portanto, jamais ponha graxa, gordura, café, couro,
lama, manteiga, óleo, ervas ou qualquer outra substância na
queimadura.
Nunca dê bebida
alcoólica à pessoa queimada!
d). Queimaduras
nos olhos
* Trata-se de um caso muito delicado. Essas queimaduras podem
ser causadas por ácidos, vapor, água, cinzas quentes, faíscas
de fogo e fogos de artifício, além de chama direta.
O que fazer:
Lave os olhos com bastante água
ou, se possível, com soro fisiológico, durante vários minutos;
Tape o olho com gaze ou pano limpo;
Encaminhe imediatamente a pessoa a um médico ou ao hospital
mais próximo, com urgência!
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